Não é muito difícil gostar de uma refrescante água de coco. E, quando você está sedento e cansado, sob um sol escaldante é que o valor de um copo de água de coco se torna muito mais valoroso.

No meio do deserto um oásis se torna um verdadeiro local de desejo.

Na minha e na sua vida existirão momentos em lugar agradáveis, refrescantes, cercados de elementos naturais lindos e da companhia de pessoas adoráveis, mas, também, existirão momentos de sede, alguns de solidão, momentos no deserto.

Por que Deus nos manda para o deserto?!

Inicialmente, precisamos entender que o lugar mais seguro para um homem estar, mesmo que cercado de ameaças e perigos, é no centro da vontade de Deus.

E, quando Deus nos manda para o deserto, é uma oportunidade para aprendermos mais do provedor do que da provisão.

 

Entenda mais sobre o que significa deserto:

– A palavra deserto vem do Hebraico “midbar”, que significa “campo aberto”, “santuário”, “lugar onde se colocam as coisas em ordem”.

– Este termo está relacionado ao termo “dabar” que significa “falar”, e com o termo “davar”, que significa “palavra”.

– E, também, está relacionado a “dyr”, que significa “morar” ou “acampar”. E com “dabyr”, que significa “santuário” ou “lugar de ordem”.

 

4 coisas importantes que você precisa saber sobre deserto:

Primeiro: O deserto, conforme seu significado em hebraico, é o lugar do silêncio e da ordem.

E foi por isso que Deus tirou seu povo do caos do Egito para santificá-los, ou seja, colocá-los em ordem no deserto.

“Assim diz o Senhor, “Eu te coloquei no deserto para saber o que existia em seu coração”. (Deuteronômio 8:2)


Segundo:
O deserto é um lugar de escuta

No deserto que Deus falou abertamente com seu povo e lhes deu suas leis. Muitas vezes, Deus precisa nos fazer passar por um deserto para que possamos escutar sua voz.

“… falou o Senhor a Moisés, no deserto…” (Números 1:1)

“Falou o Senhor a Moisés no deserto do Sinai…” (Números 9:1)

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração”. (Oseias 2:14)


Terceiro:
O deserto é a escola de Deus
O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus, a escola do próprio Deus. O deserto é o local onde Deus trabalha em nós para depois trabalhar através de nós.

Deus só leva para o deserto, aqueles a quem Ele tem uma grande obra para realizar:

  • Para Abrão ser o pai da fé e das nações, ele precisou enfrentar o deserto de Barom;
  • Para Moises contemplar a face de Deus, ele enfrentou o deserto de Midiã e Sinai;
  • Davi para ser rei de Israel, enfrentou o deserto de Judá, Eu-Gedi e Zife;
  • Elias para ser arrebatado aos céus, enfrentou o deserto de Carit, Beersheba e Horebe;
  • João Batista – “A voz que clama no deserto”, atraía as pessoas para o deserto para pregar: “arrependei-vos e convertei-vos por que é chegado o Reino de Deus”. (LC 3:1-18, MT 3:1-12)
  • Jesus foi levado pelo Espírito para ser tentado deserto da Judéia, antes de sua Missão. (MT 4:1-11, MC 1:12-13, LC 4:1-13)
  • Deus só permitiu que o seu povo adentrasse na terra prometida depois da travessia do grande deserto de Sur e Sim.


Quarto:
Deserto não é lugar de morada, mas apenas de passagem.
Por essa razão não encontramos casas edificadas no deserto.

  • Deserto é lugar de privações, mas também de provisões;
  • É lugar de provação, mas também de promoção;
  • Tem perigo, mas tem também proteção;
  • Tem sofrimento, mas tem também fortalecimento.

Portanto, Deus nos ensina através dos desertos da vida que as dificuldades existem para o nosso crescimento, amadurecimento e aperfeiçoamento.


O deserto é uma jornada de desintoxicação.
E um dos grandes exemplos é a jornada do povo de Israel rumo à Canaã.

Eles tinham uma profecia sobre sua escravidão, proferida pelo Senhor cerca de 700 anos antes.

Então o Senhor disse à Abrão: “Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatrocentos anos.
Mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitos bens”. (Gênesis 15:13-14)

O povo de Israel estava indo do Egito para Canaã, mas precisavam passar por um processo de transição: o deserto.

O apóstolo Paulo nos ensina sobre transição, baseado em sua própria experiência:

“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3:12-14)

Depois de 400 anos na escravidão. Eles haviam sido alterados pelo Egito e precisavam remover as coisas que os alteraram, precisavam da desintoxicação do deserto.

Este processo envolvia exigências. Mas, eles estavam saindo do Egito querendo levar o Egito junto eles.

E o Senhor os instruiu: “Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque quem comer qualquer coisa fermentada, do primeiro ao sétimo dia, será eliminado de Israel. Não comam nada fermentado. Onde quer que morarem, comam apenas pão sem fermento”. (Êxodo 12:15 e 20)

O remover do fermento significava acabar com as suas alianças ruins e equivocadas, com suas dívidas emocionais para restabelecer sua identidade de povo de Deus. Para prosseguir para o alvo, para buscar o amanhã, onde o Senhor está.

Não saíram de mãos vazias, conforme a promessa: “Os israelitas obedeceram à ordem de Moisés e pediram aos egípcios objetos de prata e de ouro, bem como roupas. O Senhor concedeu ao povo uma disposição favorável da parte dos egípcios, de modo que lhes davam o que pediam; assim eles despojaram os egípcios.” (Êxodo 12:30-39)

No entanto, não entenderam que a libertação era para eles. Levaram as coisas e os donos das coisas também.

“Grande multidão de estrangeiros de todo tipo seguiu com eles, além de grandes rebanhos, tanto de bois como de ovelhas e cabras”. (Êxodo 12:30-39)

Esta “mistura de gente” era como ir para a desintoxicação e levar as drogas.

E o primeiro sintoma foram as murmurações:

“E o povo começou a reclamar a Moisés, dizendo: Que beberemos?”. (Êxodo 15:22-26)

As murmurações começaram pela influência daqueles que foram por mistura.

O Senhor estabelecia estatutos e ordenanças:

“Se vocês derem atenção ao Senhor, ao seu Deus e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura”. (Êxodo 15:26)

O processo de desintoxicação exigia que ouvissem a Sua Voz, mas seus ouvidos estavam obstruídos pelas coisas que eles resistiam em deixar.

E como Paulo escreveu: “Portanto, se eu não entender o significado do que alguém está falando, serei estrangeiro para quem fala, e ele, estrangeiro para mim”. (1Coríntios 14:11)


Deus se tornou um estrangeiro para eles.

E continuavam a murmurar: “Disseram-lhes os israelitas: Quem dera a mão do Senhor nos tivesse matado no Egito! Lá nos sentávamos ao redor das panelas de carne e comíamos pão à vontade, mas vocês nos trouxeram a este deserto para fazer morrer de fome toda esta multidão!” (Êxodo 16:1-3)

Como puderam usar estes argumentos se eram escravos? Como puderam ter saudades do Egito e negar o plano do Senhor para suas vidas?

Como puderam rejeitar a provisão através do Maná e deixar de aprender sobre a dependência do Senhor?

Eles recusavam a aprender a compartilhar por que suas mentes ainda estavam voltadas ao acumular.

Paulo descreve bem sobre estes sentimentos: “Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas”. (Filipenses 3:19)

E, conforme Estevão pregou, eles rejeitaram as palavras de vida e desejaram o Egito: “Ele estava na congregação, no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos antepassados, e recebeu palavras vivas, para transmiti-las a nós.
“Mas nossos antepassados se recusaram a obedecer-lhe; pelo contrário, rejeitaram-no, e em seus corações voltaram para o Egito”. (Atos 7:38-39)

Deus usou o tempo para os cansar: “O povo, ao ver que Moisés demorava a descer do monte, juntou-se ao redor de Arão e lhe disse: Venha, faça para nós deuses que nos conduzam, pois a esse Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu”. (Êxodo 32:1-5)

E a idolatria vindo da “mistura de gente” aparece e eles são levados a construir coisas para ser seu deus.

A solução para nossas ansiedades e ligar com o tempo de Deus é bem descrita por Paulo: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7)

A nossa vida envolve o plano de Deus e os processos que Ele estabelecerá para nosso crescimento, amadurecimento e aperfeiçoamento. Em algum momento da sua vida Deus o colocará no deserto para ouvir a Sua voz e aprender.

 

5 lições que podemos aprender no deserto:

Primeiro: Dependa de Deus

A verdade é que toda nossa vida depende de Deus. No deserto, as coisas em que confiamos falham. Temos de depender de Deus.
Então vemos como Deus é poderoso e descobrimos que Ele está no controle. E, quanto mais dependemos de Deus, mais fortes ficamos.

No deserto não há comida nem água, sombra nem abrigo. O deserto é deserto. Para o povo de Israel Ele providenciou o maná e a água onde não havia nada (Deuteronômio 8:2-4).

Segundo: Descubra o que é essencial

Quando passamos por uma fase que parece um deserto, descobrimos que muitas das coisas que achamos essenciais são desnecessárias.
Vivendo com muito ou com pouco, o que é realmente essencial é seguir Jesus.

João Batista vivia e pregava no deserto. Sua vida era muito simples, sem comodidades como roupas bonitas ou comida variada, mas ele não precisava dessas coisas (Mateus 3:3-5). Sua missão era mais importante. O essencial era ter comunhão com Deus.

Terceiro: Vença a tentação

No deserto, somos confrontados com a realidade do pecado. Temos que escolher: sucumbir ao pecado ou dedicar a vida a Jesus.
Quando encontramos essa força em Deus, saímos do deserto muito mais preparados para tudo que nossa vida tem pela frente.

Antes de começar seu ministério, Jesus foi levado pelo Espírito para o deserto, onde foi tentado pelo diabo. Ele enfrentou todo tipo de tentação, mas não pecou. Usou a palavra de Deus para vencer o diabo (Lucas 4:1-4). Depois que venceu a tentação no deserto, Jesus teve um ministério cheio de poder.

Quarto: Como resolver os problemas

Deus nos leva para o deserto para nos restaurar. O sofrimento do deserto é o lugar onde podemos nos encontrar a sós com Deus e ouvir melhor Sua voz nos consolando.
Ele nos ajuda a confrontar nossos problemas e a consertar o que está errado em nossa vida. Se deixamos Deus agir saímos restaurados, mais fortes e prontos para novos desafios.

Quando Elias foi para o deserto, ele não estava bem. Ele tinha realizado milagres incríveis diante de todo o povo de Israel, mas, em vez de ver um grande avivamento, ele foi ameaçado de morte. No deserto, ele pediu para morrer, mas Deus o levou a um monte, falou com ele e restaurou Elias (1 Reis 19:9-11). Quando saiu do deserto, Elias tinha uma nova visão e estava pronto para continuar sua missão como profeta.

Quinto: Tenha esperança

A verdadeira esperança não morre no deserto. Quando vem dificuldade, aprendemos a confiar em Deus, lembrando de todas as coisas que Ele já fez no passado.

Nos 40 anos que o povo de Israel vagou no deserto, houve um homem que não perdeu sua esperança em Deus: Josué. Ele se manteve fiel a Deus durante todo o tempo no deserto e não desistiu (Números 14:6-9). Ele liderou o povo na conquista da terra prometida.

O Senhor vai nos ajudar a sair do deserto, rumo à vitória. E, quando tivermos saído do deserto, nossa esperança em Deus será muito mais firme.

“O pobre e o necessitado buscam água, e não encontram! Suas línguas estão ressequidas de sede. Mas eu, o Senhor, lhes responderei; eu, o Deus de Israel, não os abandonarei.
Abrirei rios nas colinas estéreis, e fontes nos vales. Transformarei o deserto num lago, e o chão ressequido em mananciais.
Porei no deserto o cedro, a acácia, a murta e a oliveira. Colocarei juntos no ermo o cipreste, o abeto e o pinheiro, para que o povo veja e saiba, e todos vejam e saibam, que a mão do Senhor fez isso, que o Santo de Israel o criou.” (Isaías 41:17-20)

“Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo.” (Isaias 43:18-19)

O deserto não durará para sempre.

“Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, … tempo de chorar e tempo de rir…” (Eclesiastes 3:1-4)

Há o tempo do deserto e o tempo de Canaã.

Tenha fé, ouça a voz do Senhor. O plano que Ele tem para você no final o levará à uma nova terra. Valerá a pena!

 

– Jonas de Souza Netto*

(*) Inspirado nos sermões dos meus amigos: Pr. Kleiton Marcos – IASD Alvorada e Pr. Cleber Barros – expansaodafe.com.br

 

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